Europa 2007 – Viagem Paris -Voiron, sul da França.

jun 27, 2014 by

João Rego, sexta- feira, 20 de abril de 2007.

A noite anterior, nossa última em Paris, foi comemorada com um jantar preparado por mim. Salada e lagosta na entrada e massa com camarão. Tudo regado champanhe e vinho comprados no Monoprix.

Fomos de trem até o aeroporto de Orly, onde pegaríamos a Space Ford, uma van já previamente alugada em Recife. A saída de Paris foi pela estação do metrô do Jardim de Luxemburgo. Sempre se despedir de um lugar onde você curtiu é um pouco melancólico, mas tínhamos que seguir para o nosso novo destino, Voiron, no sul da França perto de Grenoble. Lá, passaríamos três dias com Carlota, prima de Elba, e sua família: Cezar, seu marido, e seus três filhos: Tatiana, Luiza e o caçula, Joseph.

Um problema nessas horas é quando você está pegando o metrô e a bagagem é muito pesada, é um verdadeiro sacrifício! Na próxima viagem teremos que ser bem parcimoniosos no que vamos levar. Para Norma era uma dureza carregar aquela enorme mala, escada acima e escada abaixo. A sorte é que eu e Antônio Carlos nos revezávamos para ajudá-la.

A Van, uma Space da Ford, novinha em folha, era o máximo. Antônio Carlos, que fez engenharia mecânica e coleciona carrinhos, estava ungido para ser nosso motorista durante toda a viagem. Minha função era fotografar. O que, mais tarde descobrimos, foi uma ótima decisão, menos pelo fotógrafo e mais pelo motorista.

As mulheres, todas atrás, e uma sensação de alegria muito grande pelo desconhecido da estrada que estávamos prestes a entrar. Viajar pelo interior de um país da Europa sempre foi, para mim, um grande desejo. E era assim que estava me sentindo, feito um menino que estava para ganhar sua primeira bicicleta, super excitado. Mas…

… para que tudo não ficasse apenas nessa monotonia de felicidade e excitação, nos perdemos para pegar a saída de Paris. E aí começou o estresse. Eu apontava para um lado, Norma para outro e era aquela discussão. Tonho, paciente, dirigindo tentando achar a saída. O danado é que, nessas horas, o nervosismo toma conta do grupo e a tendência é uma acusar o outro como culpado pela situação. Ufa! Finalmente a saída e a estrada para Voiron.

A estrada é bonita, mas como é tudo muito plano, pelo menos até chegarmos em Dijon, aos poucos vai se tornado repetitiva e monótona. Havia muitas plantações de umas plantas baixas e amarelas, que depois Cezar nos informou que era Cousa, utilizada para a produção de bio-diesel..

A parada em Dijon

Dijon, famosa pela sua mostarda e gastronomia, estava vazia. Não sei se era um feriado ou algo parecido, mas a cidade estava um deserto. Fomos ao local mais elevado, onde tem uma igreja e uma bela vista do alto, mas nada de extraordinário.

O que tem de pitoresco são algumas casas antigas em ruas estreita, mas só. É provável que por estarmos apenas de passagem, nossa visão esteja um pouco distorcida, mas nada nos impressionou lá.

Na saída paramos para um lanche em um restaurante à beira de um lago. Um ambiente bucólico, com algumas pessoas praticando remo e muita área de lazer.
Na hora do pedido, tinha um tipo de vinho que nos chamou a atenção, outros pediram cerveja. Quando vem o vinho, o bicho vem quente e ruim que só a gota. (uma mistura de vinho, canela, rodelas de laranja e algo mais indefinido), Vinho quente !! Arghhh!

A chegada em Voiron.

A cidade é muito simpática, tem uma igreja no centro e foi onde acertamos com Carlota para nos encontrarmos. Havia uma grande expectativa para esse encontro, pois fazia certo tempo que não nos víamos. Lá vem Carlota, dando gritos e assovios de alegria. Ela estava com Tatiane e Luiza, filhas de Cezar com sua esposa do primeiro casamento, enquanto Cezar em casa arrumava Joseph.

É uma festa de abraços e beijos. Neste momento, me emociono lembrando do seu pai, Carlos Fernando, irmão de Norma, minha sogra, imaginei que se estivesse vivo como não estaria feliz.

Carlota vai à frente, com seu carro, nos guiando até sua casa, que fica em uma elevação nos arredores da cidade. É um lugar belíssimo, cercado de montanhas e com casas espalhadas pelas colinas. A casa de Carlota é grande, com vários níveis e estava toda arrumada, nos esperando.

O bom de visitar parente no exterior é que, de repente, sem muito esforço, você já se sente em casa. E foi o que aconteceu com todo o grupo, jogamos nossas malas no chão e tome a atualizar o papo.

À noite Cezar e Carlota preparam um jantar delicioso com Confit du Carnard (Confit de Pato). Comemos todos com muito vinho e conversa animada. Isso sem cessar de elogiar a paciência dos dois em preparar um prato tão trabalhoso. No final caíram na risada, era um prato enlatado.

Eu e Elba ficamos com o quarto de casal; Tonho e Fabiana com Joseph, o bebê; Norma dormiu no térreo, no sofá; Cezar e Carlota espremeram-se no quarto das meninas.

Chiei a noite toda com a falta de umidade. O clima estava muito seco e sempre tenho dificuldades com isso. Depois Carlota me orientou a utilizar o umidificador que fica no canto do quarto.

***

DITOS & ESCRITOS
João Rego
joaorego.com

 

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Europa 2007 – O primeiro dia em Paris.

jun 27, 2014 by

João Rego, Paris. 11 de abril de 2007

Havíamos pago o aluguel de dois apartamentos com antecedência, através do My Apartment in Paris , uma empresa que nossos colegas de Recife tinham dado a dica. Foi por conta desta referência que pagamos antecipado no cartão os oito dias que iríamos ficar em Paris.

A chegada, arrastando as malas da estação de metrô de Luxemburgo até o apartamento, foi uma surpresa para nós. O apartamento fica ao lado da famosa igreja Saint Sulpicy,- por conta do livro e do filme O Código Da Vinci -, e é um luxo arretado. Portas de madeira alta e trabalhada, TV de plasma com trocentos canais de TV a cabo, uma decoração elegante e ainda mais, uma vizinhança chique da gota, entrando e saindo com carros caros como Jaguar e BMW.

Bem, para quem se lascou em Barcelona no quarto que quando alguém dava descarga lá em baixo, o vapor da merda invadia que tínhamos que sair correndo para o quarto de Tonho, este aqui era o paraíso.

Deixamos as malas e, todos excitados, fomos caminhar para acharmos os lugares estratégicos de comprar de comida, pois o flat tinha cozinha toda equipada, e não tínhamos a intenção de gastar com restaurantes. Achamos há duas quadras o Monoprix, uma rede de supermercado com ótimos preços.

No Boullevard Saint German paramos para “almoçar” um crepe num cara que vendia em uma barraca na rua. Muito bom e quebrou o galho.

Na volta passamos no Monoprix, compramos umas três garrafas de vinho, massa, e molho de tomate com cogumelos.

Eu preparei o jantar e parece que agradou.

Fomos dormir, para no dia seguinte, cumprimos uma agenda de clássica para quem chega a Paris pela primeira vez – esta era a minha segunda vez, mas na primeira tinha vindo sozinho, estudante e liso – visitar o Louvre.

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DITOS & ESCRITOS
João Rego
joaorego.com

 

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