Morro de São Paulo, a chegada.

maio 28, 2014 by

Impressões de um viajante: Morro de São Paulo, a chegada.

*João Rego

“Estou em uma ilha, mas com a mulher que há muito descobre, às vezes com dor, os continentes perdidos em mim.(J. Rego)”

A viagem a Morro de São Paulo, ilha 30 milhas ao sul de Salvador, era um desejo antigo de Elba, minha esposa e companheira há 35 anos. O ritmo de trabalho intenso, meu e dela, nos induz como estratégia de fuga do cotidiano – ainda que temporário -, as viagens.

Levo comigo, além de bagagem reduzida, alguns livros: Cândido e o otimismo de Voltaire, Maravilhas do Conto Alemão, edição de 1958 e Empreendedorismo e Inovação de Peter Drucker, caso tenha uma recaída e não consiga me desligar do trabalho. Além disso, levo Dramine para enjoo e coragem (não muita) de aventureiro para enfrentar duas horas de mar aberto em um Catamarã com 20 pessoas.

A travessia transcorre normalmente e, apesar de algumas pessoas terem enjoado, o barco é seguro com uma tripulação treinada. Há na minha frente um grupo de seis estudantes argentinos dormindo profundamente, certamente resultado de uma farra na noite anterior, o que parece ser uma ótima alternativa ao Dramine.

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Morro de São Paulo, a Rua Caminho da Praia

maio 1, 2014 by

Impressões de um viajante: Morro de São Paulo, a Rua Caminho da Praia

*João Rego

Outubro de 2013

O Morro de São Paulo tem à noite, na Segunda Praia, a área de shows e bares, mais para quem gosta de som alto e misturado. Um dia antes tinha havido um show evangélico com caixas de sons enormes. Se estivéssemos em um dos hotéis da área teríamos fugido da ilha, a nado, noite adentro. Ou então teriam nos convertido.

Mas na Primeira Praia, aquela do atracadouro, tem a Rua Caminho da Praia. Lembra a Rua principal de Porto de Galinhas ou de Pipa, com uma enorme diferença: no seu final tem uma praça. Sim, a rua termina na Praça. E, para mim, que vivi minha infância na Praça Cel. Porto em Caruaru, foi uma prazerosa descoberta. Caminhar sem pressa, vendo as pessoas – todas leves e simpáticas -, os restaurantes e bares alinhados com as lojas de roupas para, no final da Rua, sentar em um banco de praça e pensar em nada. Se há uma grande perda na qualidade de vida de quem vive em grandes cidades, além do isolamento em seus apartamentos e do infernal trânsito, é a perda do hábito de sentar em uma praça à noite e jogar conversa fora com amigos e desconhecidos.

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Morro de São Paulo, o Capitão Pipoca e a volta.

abr 30, 2014 by

Impressões de um viajante: Morro de São Paulo, o Capitão Pipoca, novos amigos e a volta.

 *João Rego

Outubro de 2013

Minha experiência com o barco não foi traumática, porem exigiu de mim certa tensão. Logo que cheguei, o tripulante do barco me avisou: a volta é contra as ondas e o barco bate mais. Fiquei com a pulga atrás da orelha e pensando como achar uma saída alternativa para estas duas horas e meia de balanço mar adentro.

Como o lugar é paradisíaco (eita clichê), esqueci- me deste detalhe a tratei de curtir a Ilha. Encontro um primeiro problema com relação aos passeios marítimos em torno da ilha. Não há meio termo: ou você compra um passeio e passa o dia inteiro zanzando em um barco, ou não vai passear de barco. Não há um passeio de duas horas ou até mesmo de uma hora só para matar a curiosidade. Não. São no mínimo nove horas dentro de um barco, o que, para mim que estou acostumado no máximo ao balanço da minha rede, é muito. Decidimos relaxar e não seguir a multidão.

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