Europa 2007 – Saída de Lisboa rumo a Barcelona

jun 27, 2014 by

Deixando Lisboa rumo a Barcelona

João Rego, maio de 2007

E-mail para família

Galera:

Estamos partindo hoje para Barcelona.

Ontem, nosso último dia, foi a visita a Sintra, uma bela e rica cidade que fica à uma hora de Lisboa.

Fizemos o que toda UNANIMIDADE — por essa palavra traduza-se sempre por: massa de turistas ávidos por conhecer o que tem de óbvio, desprezando tudo o que de essencial faz parte da vida da cidade — faz, visitar um Palácio da Pena, que é interessante mas perde de longe para o que vimos em Lisboa no Castelo de São Jorge.

A nossa rua é a Florida de Lisboa, jovens artistas tocando e cantando, centenas de pessoas do mundo todo passeando, restaurantes diversos tudo envolvido por uma atmosfera única, traduzida pela luz amarela dos lampiões se esparramando pelas pedras portuguesas que compõem a passarela.

Bem, de Barcelona escreverei um pouco mais, mas não pensem que escaparam dos meus textos, pois estou anotando as histórias no rascunho e quando chegar vou escrever em forma de crônicas.

Tem estórias engraçadas como a do cuspe que a japonesa deu na sopa de Caldo Verde, de Tonho, Norma e Fabiana. A minha e a de Elba era de Tomate e estava quente.

Ufa! Escapamos por pouco.

Ps. Guila, e Madri como está? Liga para mim lá pelas 21:00

Vou me embora galera que eu sou sozinho e a vida é vasta, como diria Chico Cézar.

Abraços
João Rego

***

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João Rego
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Europa 2007- Lisboa: Rua Augusta, Bairro Alto e outros

jun 27, 2014 by

Rua Augusta, Elevador da Santa Justa, Bairro Alto e outros.

João Rego, maio de 2007.

Um pouco ressabiados da maratona do dia anterior, decidimos fazer algo bem light e sem muita pressa. Saímos do nosso hotel caminhando tranquilamente, vendo lojas, batendo pernas. Passamos a Praça do Rossio e descemos à bela Rua Augusta. Lá tem lojas de qualidade, muita gente nos cafés e alguns tipos interessantes como o rapaz que tocava acordeom sentado na rua com seu minúsculo cachorro. O gozado era que o cachorro, que carregava meia garrafa pet no pescoço à guisa de cofre para amealhar os trocados, uivava todas as vezes que o cara tocava certa nota no acordeom.

Ah! Sim, ia me esquecendo. Aqui todo mendigo, não são muitos, tem o seu cão. Na nossa rua tem um mendigo que fica o dia inteiro sentado na Igreja, com seus três cães e sua pereba na perna. Os cães dormem o dia todo, mas acho que cumprem o seu papel de sensibilizar o passante. Em Recife, as mendigas usam seus próprios filhos – ou emprestados de outros – para cumprirem essa missão.

A Rua Augusta tem dois imponentes arcos, um no início e outro no fim. Fico pensando sobre qual função de erigir algo tão sofisticado sem ter nenhuma função prática, nem sombra faz. Mas a realeza era assim mesmo, tinha mão de obra sobrando, a função era mesmo de ostentar sua riqueza, acho. Como a bengala, mais tarde, tinha a função de mostrar que não se usava as mãos para o trabalho, outros trabalhavam para você.

Bem, voltando da Rua Augusta nos deparamos com o Elevador da Santa Justa, uma construção antiga e muito bonita encravada no meio da principal área do comércio chique de Lisboa. Subimos e de lá curtimos uma vista interessante da cidade. O elevador nos leva a entrada do Bairro Alto.

E foi para lá que fomos, caminhando pelas ruas estreitas e cheias de ladeiras. Lá tem também uma concentração de casas de fado. Saímos por ali até o ponto mais alto da área. As mulheres param em uma loja de produtos indianos, onde Fabiana comprou um vestido, acho, enquanto nós, e Tonho, esperávamos pacientemente lá fora. E foi nessa espera que demos de cara com uma padaria belíssima, chamada a Catedral do Pão.

Convencemos o grupo a tomar um café só para sentir o clima do local. Quando fomos pagar a conta, perguntei ao senhor do caixa há quantos anos ela havia sido fundada. Ele muito tranquilamente, como se não fosse nada demais, respondeu: 200 anos.

É essa estranha longevidade das coisas na Europa que me fascina.

Pegamos um ônibus e descemos até o Largo do Chiado, de onde pegaríamos o metrô que nos levaria a parte moderna da cidade, no caso o Parque onde houve a exposição internacional de comércio. Lá além do belo Shopping Vasco da Gama, tem um dos maiores aquários da Europa.

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João Rego
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Europa 2007 – Lisboa: Castelo de São Jorge

jun 27, 2014 by

Parque Eduardo VII e o Castelo de São Jorge.

João Rego, maio de 2007.

Abrimos o dia, eu e Elba, saindo num frio de 10 graus para caminhar até o Parque Eduardo VII. Somos cobras em identificar áreas verdes nos mapas. Subimos a nossa rua, num frio arretado, mas também com um nível de excitação e curiosidade enorme. Elba, como sempre, vai na frente, pois o ritmo natural dela é acelerado. Eu, um pouco mais atrás mas firme e forte (cof…..cof).

Nos surpreendeu a ausência de pessoas no parque. Só encontramos um pequeno grupo de japoneses fazendo Tai-chi-chuan, uma mulher passeando com um cão e mais nada. O Parque é grande e cheio de elevações, saímos andando por todo ele. Depois de 30 minutos andando acelerado, sua mãos já começam a aquecer e aí fica tudo muito agradável.

Elba, havia sonhado com essa viagem por anos e foi pelo menos um ano ou mais de planejamento, poupança, incertezas e determinação. Dezenas de revistas lidas, sites visitados, dicas com colegas e tudo mais.

Deu para perceber que o nosso ritmo era de quem queria sorver com intensidade aqueles momentos.

Chegamos no Hotel, descendo pela Avenida Liberdade e fomos direto para o café, onde lá já estavam Tonho, Fabiana e Norma.

O café é simplesinho, mas dá para quebrar um galho. Atendia-nos um casal idoso e muito atencioso. Aliás, o atendimento na recepção é excelente. O Antônio e o Carlos, dois gajos com seus 35 -40 anos, eram extremamente atenciosos e brincalhões. O Antônio me pegou numa logo assim que cheguei. Como estava chovendo eu perguntei:

— Você acha que amanhã vai ter sol?

E ele na bucha;

— Mas aqui em Lisboa tem sempre sol, o que acontece é que em alguns dias ficam nuvens entre o sol e Lisboa.

Caímos todos na risada.

Quando fazíamos uma pergunta sobre como ir a algum lugar ele tirava um mapa e nos explicava detalhadamente, só parando quando tinha a certeza de que havíamos compreendido. Houve um momento que, no meio de uma explicação, chegou um casal americano que estava de saída do hotel, e Carlos ficou imperturbável, terminando a explicação. Achei muito interessante aquele profissionalismo.

O Castelo de São Jorge.

Nosso passeio começou pegando o ônibus na Praça da Figueira, a poucos metros do nosso hotel, para irmos ao Castelo de São Jorge, imponente construção, que olha, dia e noite, o centro de Lisboa. Dava para vê-lo da janela do meu apartamento. Tirei tanta foto dele que gastou um pouco as muralhas.

O lugar é realmente privilegiado para se vê Lisboa. Andamos, sem pressa, curtindo o momento. O clima de 17-18 graus estava agradável com o sol aberto.

Norma firme e forte, não abria para escadaria nenhuma. Houve uma escada, entretanto, que é uma espécie de armadilha para turista. Depois de andarmos todo o Castelo, já quando estamos voltando, há uma bela e enorme escada de pedras nos convidando para descer. Imaginávamos que, como todos os caminhos do castelo, lá embaixo derivaria para a saída. Quando estávamos já no final dela Fabiana percebe que não há saída, ou melhor há mais subindo de volta centenas de degraus. Paramos no meio para descansar e tomar água e nos mandamos de volta.

Tendo dado por visto o Castelo de São Jorge, que é uma visita obrigatória em Lisboa, tomamos um sorvete, um bolo de bacalhau e uma cerveja e saímos caminhando pelas ruelas para a Feira da Ladra , uma atração que só acontece nas terças e o livro recomendara a visita.

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João Rego
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Europa 2007 A chegada em Lisboa

jun 27, 2014 by

Lisboa 2007 –  Passeio logo após a chegada

João Rego, Maio de 2007

Chegamos e, no aeroporto mesmo já compramos o Tourist Card, que significa uma grande economia para quem deseja cruzar a cidade sem se preocupar com custo de passagens de ônibus e metrôs, além de ter desconto na entrada das atrações turísticas.

O dia estava chuvoso, nosso Hotel, o Residencial Florescente, fica muito bem localizado, na Rua Porta de Santo Antão, bem próximo do coração de Lisboa, que é a Praça do Rossio e do Restauradores.

A nossa rua é, guardadas as devidas proporções, no estilo da Florida de Buenos Aires, não passa carro e é cheia de atrações: bares, teatro, restaurantes, comércio de frutas e queijos e a famosa Ginginha. A noite é um show de músicos de qualidade trocando seus talentos por alguns euros pingados.

Bem, a chuva não nos intimidou e saímos por ali caminhando a deriva. O que nos impressionava era a beleza das ruas. Os casarões e prédios antigos, as praças, é tudo muito bonito. O clima frio é sempre a prova de que estamos fora da nossa terra.

Subimos o Beco do Carmo, paramos em um Shopping – a essa altura a fome, nossa velha companheira de viagem, já começava a dar seus sinais de inquietação.- depois subimos a Rua Garret que nos leva ao Largo do Chiado. O objetivo era encontra o famoso café e restaurante A Brasileira, com cento e tantos anos onde lá tem a estátua de Fernando Pessoa, o maior poeta deles, depois de Camões. Ao lado da estátua há um banquinho onde os turistas se sentam para tirar foto.

Como o restaurante só abria depois de meio dia e era ainda 11 horas, fomos forçados a dar uma caminhada para passar o tempo, e a fome aumentando. Há um belo prédio no Largo do Chiado que é o consulado do Brasil. Nossa elite sabe gastar bem o dinheiro dos contribuintes, pelo menos nessa área diplomática.

Chegamos, e eu contando os minutos para comer, Elba, recriminando a minha pressa. Eu olhava a porta de vidro do restaurante e os garçons e as garçonetes, comendo tranquilamente. Não estavam nem aí para nós. Isso deve ser culpa do sindicado que organiza e garante os direitos dos trabalhadores daqui.

Finalmente eles abrem e nós pedimos sopa como entrada e dois pratos de bacalhau. Havia uma salsicha bem temperada que era deliciosa. Tudo regado a um bom vinho, que para os nossos padrões, a grande maioria se encaixa nesse patamar de qualidade.

Voltamos para o Hotel felizes da vida.

A proposta era descansarmos um pouco e a noite iríamos ao Parreirinha da Alfama, uma casa de Fado recomendada por Zé Nivaldo e que fica no bairro do …..Alfama, claro.

Após o descanso fomos caminhando, deslumbrados pela beleza da cidade, passamos o Largo do Rossio e descemos a Rua Augusta, belíssima com seus arcos no início e no fim. A ideia de pegarmos um ônibus ou táxi foi se diluindo até que de rua em rua chegamos lá no Alfama. Não é uma grande caminhada, mas à noite não me sinto seguro. O Parreirinha estava lotado e decidimos não ir para outro, pois Zé Nivaldo insistira que era esse o local.

Voltaríamos amanhã.

Ficamos peruando por ali até que decidimos voltar de ônibus para nosso hotel. Havíamos pago o Tourist Card foi para isso mesmo. O orçamento controlado por Elba não nos permitia certos luxos como táxis.

Na chegada, um pouco frustrados por não termos conhecido a casa de fado, a galera já ia passivamente entrando no hotel, foi quando insisti que deveríamos comer, nem que fosse uma bagette com uma taça de vinho.

Consegui convencer o grupo e paramos num bar em frente ao nosso hotel. Uma cerveja gelada, um bom atendimento e depois fomos dormir.

Para o segundo dia estava planejado – o que só depois viemos saber- uma verdadeira maratona turística: Começaríamos pelo Castelo de São Jorge, depois a Feira da Ladra, que só tinha naquele dia, dali nos mandaríamos para Belém, onde há o famoso pastel e a torre de Belém e o Mosteiro de São Jerônimo.

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João Rego
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Europa 2007 – Viagem para Lisboa.

jun 27, 2014 by

A Travessia do Atlântico.

João Rego, Lisboa 2007.

Estava munido de muita expectativa, ansiedade, algumas roupas – sempre organizadas por Elba-, e da máquina que Guilherme me deu, uma Kodak Z 710, de 7 MPixels, com zoom ótico 10X e tripé.

Havia a pretensão de além de curtir a viagem, registrá-la com fotos, textos e vídeos e publicar tudo em um blog.

Qual o sentido desse trabalho todo?

É que nós, eu e Elba, após anos e anos educando filhos e dando suporte para que eles construíssem seus destinos, havíamos decidido usar nossa poupança para viajar, batendo pernas pelos quatro cantos do mundo.

O fato de Guilherme, nosso filho mais novo morar e trabalhar nos EUA, tendo apenas dez dias de férias por ano, é uma variável a mais para a gente se encontrar nas viagens.

Assim, o registro de cada uma dessas viagens, além de compartilhar tudo com os parentes e amigos, serve como balizamento e estímulo para as outras que virão.

O voo para Lisboa.

A turma: eu, Elba, Antônio Carlos, Fabiana e Norma. Dois casais acompanhados da sogra.

Saímos no horário certo apesar dos problemas em todos os aeroportos há poucos dias.

Norma, através de Ricardo, conseguiu viajar na classe executiva, e nós, pobres mortais, fomos na econômica mesmo. Eu, como raramente consigo dormir, já vou preparado para ficar perambulando pelo avião. Ficar espremido naquela cadeira apertada, sem ter onde botar os meus pés com tênis Nº48, é um desafio arretado.

Registrei, só por fofoca, alguns vídeos de dentro do avião.

Notem que utilizei o mesmo recurso que Steven Spielberg utilizou em ET, naquela cena no início do filme, quando ele (E.T, não Spielberg) corre pela floresta. Pendurei a câmera no pescoço a filmei a movimentação dentro do avião, pois de outra forma iria constranger as pessoas.

Em um dos filmes há um cara, de estatura pequena- uma forma educada de chamá-lo de baixinho- com os pés na parede a frente do seu assento. Esse é Zé Nivaldo, sócio de Marcelo na Makplan, gente boa e com um papo arretado para se curtir. Foi o que fizemos quando acordamos. Por coincidência a minha vizinha era uma dentista de Surubim, terra de Zé Nivaldo, aí foi aquele entrosamento. E tome estórias engraçadas.

Mas o que eu queria mesmo era registrar a minha enorme inveja de Zé Nivaldo, ali esparramado que nem um paxá, enquanto eu iria enfrentar uma noite sem dormir, onde o programa mais agradável seria ficar entre o banheiro e a copa, vendo o povo entrando e saindo do banheiro e a tripulação ali, de mal humor, te esperando sair para tirar um cochilo.

E foi o que fiz.

Medo mesmo de avião eu não tenho, mas na minha visão materialista, não deixo de pensar um pouco na extrema vulnerabilidade humana quando estamos a 10.000 metros de altura dentro de um deles. Um mecanismo de defesa contra a ansiedade gerada por esse pensamento tão pragmático é: primeiro, confiar nas estatísticas; e segundo, elogiar o enorme talento tecnológico do homem para fazer cosia incríveis e assustadoras, uma delas é botar um bicho pesado daquele para atravessar o Atlântico, cheio de gente e, ainda por cima, com as janelas fechadas.

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João Rego
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Europa 2010 Partida Recife-Voiron

out 1, 2010 by

João Rego

Partimos de Recife às 21:00.

O nível de excitação é sempre mais elevado, afinal esta viagem foi planejada e organizada por Elba, com detalhes, durante mais de um ano.

Partimos assim, eu, Elba, Norma, Iara e Juliana.

O voo da TAP foi excelente – céu de brigadeiro – e como sempre, não consigo dormir mais de 30 minutos. O resto do voo foi me mexendo dentro de uma cadeira que não me cabe.

Lisboa estava com um dia ensolarado e temperatura de 25 graus. Excelente para quem tinha apenas três horas líquidas para sair do aeroporto e dar um giro no centro da cidade.

Tínhamos que estar de volta às 14:30 pois nosso voo para Lion era 14:45.

Tivemos a sorte de sermos atendidos no aeroporto por uma funcionária excelente que deu todas as dicas para fazer este tour Express na cidade.

Pegamos um taxi a caímos na Praça do Rossio, coração de Lisboa. De imediato estava a nossa frente à Rua Augusta, bela, elegante e tranquila. A coisa que impressiona em Lisboa é que, apesar de ser uma cidade grande, o clima é de tranquilidade. A Augusta ontem transmitia esta tranquilidade. Andamos até a beira do rio, onde antes funcionou a Escola de Sagres – conferir – tiramos algumas fotos e nos dirigimos através da Rua Garret até o Largo do Chiado, famoso pela Brasileira, um secular café que foi frequentado por Fernando Pessoa e outros intelectuais portugueses.

O passeio é muito agradável, Rua Garret, Largo do Chiado e vizinhança.

Eu estava com um olho em Lisboa e outro no relógio pois Carlota ia sair de Voiron para nos pegar em Lion e nada poderia atrasar nossa chegada lá.

Chegamos na Praça do Rossio às 14:00 de lá partimos em dois taxis para o aeroporto.

Sempre tem algo que nos pega de surpresa.

Quando chegamos ao aeroporto, todos tranquilos e confiantes até…. que na fila de embarque tinha umas 700 a 1000 pessoas! Pelos meus cálculos não iríamos nunca chegar a tempo no avião. Aí a adrenalina começa a carregar e o grupo começa a se mexer. Acabou-se o clima de curtição e a tensão se instalou. Saímos com a gota serena furando fila com os cartões de embarque na mão e negociando com os funcionários, levando esporro de outros, e tome pressa. No alto falando o aviso de última chamada para Lion, martelando nas nossas cabeças. Passaporte na mão o grupo se distribui em várias filas.

Quando estou passando na revista, Elba dispara, e eu com meu notebook e cinturão na mão, ou seja estava agora com o desafio de correr pelo aeroporto cerca de 800 metros com as calças frouxas ameaçando cair. E foi o que fiz, o grupo todo correndo carregando suas bagagens de mão – nesta hora você se arrepende de ter trazido notebook e outras coisas mais –  para complicar o portão que era o 13 havia mudado para 12 – somente um ninja num sufoco destes vai prestar atenção ao sistema de aviso do aeroporto – pois ouvi e gritei para o grupo “ É no 12!!!, É no 12!!!”.

Chego na frente de todos resfolegante e segurando as calças.

A atendente manda eu relaxar pois haviam muitos passageiros atrasados. Explicou que era um feriadão em Lisboa daí este mundo de gente saindo de Lisboa.

Norma e Iara estão de parabéns, correram bem, mostrando pique.

A merda é que depois desse sufoco todo, ficamos 40 minutos dentro do avião num calor arretado. Bem, mas avião bom é que leva e chega com você.

Chegamos às 19:00 e lá estava Carlota nos esperando. É sempre uma alegria este reencontro. Para Iara e Juliana era a primeira vez na casa de Carlota. A viagem de Lion para Voiron leva cerca de uma hora.

Na chegada aquela folia de abrir presente e atualizar as fofocas, acompanhada a vinhos e uma deliciosa Raclette.

Fomos dormir cansados mas com uma grande expectativa sobre o Sábado, quando iríamos com Carlota passar o dia em Annecy, uma bela cidade à beira de um lago e com charme de cidade mais cara para turismo na França.

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João Rego
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Lisboa 2007 – O Músico no Mundo

maio 30, 2007 by

João Rego, 2007

Algumas pessoas quando viajam tentam reter suas melhores lembranças registrando com suas câmeras digitais os passeios; os museus; as ruas, praias, bares, etc… Enfim, tudo que de bom lhe marcou aquele lugar.

Eu também faço tudo isso, só que existe um evento que pelo seu poderoso efeito em mexer com as minhas emoções, se destaca de todos os outros: a música.

Com sua universalidade, a música é uma forma de linguagem que ultrapassa todas as barreiras culturais, territoriais e políticas nos perpassando através dos nossos sentidos, deixando um efeito, muitas vezes arrebatador na alma.

Uma obra de arte também tem este poder de lhe revolver os sentimentos, mas é através do olhar que ela faz este efeito na gente.

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