O homem entre a barbárie e a cultura.

abr 28, 2014 by

Reflexões sobre Leviatã (Hobbes) e o Mal-estar na Civilização(Freud)

*João Rego

Enquanto, em Hobbes, a questão da barbárie, ou das paixões naturais que imperam sobre a vontade humana no estado de natureza, deve ser domada em sua totalidade através do Estado, este com as suas funções absolutizadas, exercendo forte e amplamente o seu domínio sobre a condição humana, em Freud, a civilização, apesar de apresentar evidentes melhoras em relação ao estado de natureza, não é vista como vitoriosa, ou como uma solução completa e acabada.

Contrário ao ponto de vista estático e determinista com que Hobbes imagina o seu modelo de Estado como solução para a humanidade, Freud apresenta uma visão dialética (Eros x Tanatos) e dinâmica, sem nenhuma certeza se haverá algum dia uma civilização capaz de resolver os conflitos estruturais entre o ser humano, com as suas forças pulsionais, e a civilização, esta última resultante do processo de regulação das pulsões dos homens.

Para ler o texto completo clique no título a seguir: Poder, Estado e Sociedade em Hobbes e Freud.

 

***

* João Rego é engenheiro, mestre em ciência política e tem formação em psicanálise.
Atua, desde 2010, como consultor empresarial em estratégia e inovação.

É Diretor da Factta Consultoria, Estratégia e Competitividade.
É Editor da Revista Será? Opinião, crítica, artigos, ensaios e resenhas.
joaorego.com
linkedin
facebook

Este texto foi publicado originalmente na Revista Será? onde se permite a discussão sobre o tema. Para ter acesso ao texto e suas críticas clique aqui >>>

 

read more

Related Posts

Share This

O golpe militar de 64: da ditadura à abertura

abr 28, 2014 by

.O golpe militar de 64: da ditadura à abertura – Uma análise sob a ótica dos partidos políticos no Brasil.

*João Rego

Não se pode compreender o Sistema Partidário Brasileiro (SPB) no período de 1982 a 1990, que funda a atual democracia no Brasil, sem situá-lo no contexto da fase final do regime autoritário de 1964. O atual Sistema partidário Brasileiro, principal suporte – para o bem e para o mal – do processo de consolidação da democracia no Brasil, foi fundado como resultado de uma estratégia de distensão do próprio regime autoritário.

O golpe militar de 1964 teve sua articulação coordenada por três forças políticas que já haviam marcado sua posição no processo político na década de 1950: o capital multinacional associado ao nacional, o capital de Estado e os militares.

A crise política que levou o país à ruptura de sua primeira experiência democrática, iniciada com o fim do Estado Novo, em 1945, possibilitou que, em 1964, as forças golpistas, após as prisões, expurgos e IPM’s, viessem, com o Ato Institucional Nº 2, extinguir todos os partidos que haviam florescido durante o período de 1945.

Encerrava-se assim o primeiro ciclo de uma experiência multipartidária efetiva onde a marca principal foi o surgimento de partidos com abrangência nacional e perfis ideológicos distintos, acompanhando o desenvolvimento urbano-industrial ocorrido na década de 1950.

Para ler o texto completo clique  no título O GOLPE MILITAR DE 64: DA DITADURA À ABERTURA.

 

***

* João Rego é engenheiro, mestre em ciência política e tem formação em psicanálise.
Atua, desde 2010, como consultor empresarial em estratégia e inovação.

É Diretor da Factta Consultoria, Estratégia e Competitividade.
É Editor da Revista Será? Opinião, crítica, artigos, ensaios e resenhas.
joaorego.com
linkedin
facebook

Este texto foi publicado originalmente na Revista Será? onde se permite a discussão sobre o tema. Para ter acesso ao texto e suas críticas clique aqui >>>

read more