Introdução ao conceito de capacidades dinâmicas de David Teece 1/4

maio 30, 2014 by

INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE “CAPACIDADES DINÂMICAS” DE DAVID TEECE. 1/4

João Rego*

Recife, 20 de janeiro de 2014.

 

 

OBS. Este artigo é parte de um conjunto de quatro artigos sobre o conceito de capacidades dinâmicas de David Teece.

Recomenda-se a leitura na ordem abaixo:

  • Introdução ao conceito de capacidades dinâmicas de David Teece. 1/4
  • Estratégia e Inovação: Sentindo e Modelando as Oportunidades. 2/4
  • Estratégia e Inovação: Agarrando as Oportunidades. 3/4
  • Estratégia e Inovação: Gerenciando as Ameaças e Reconfigurando seu Negócio. 4/4

Existe um hábito perverso com o uso da linguagem de alguns conceitos. Estes, muitas vezes relevantes, com a utilização de forma inadequada ou generalizada, sua função, anteriormente fundamental para explicar os fenômenos, vai se banalizando até chegar ao fundo do poço se transformando em um clichê.

No Campo da Administração Estratégica, assim como em muito outros campos, alguns clichês vão se chegando na tentativa de tudo explicar o que, ao final nada explica ou pior, as vezes, de tão superficial, confunde. Este talvez seja o caso das palavras estratégia e inovação.

Vou apresentar alguns conceitos do campo da administração estratégica voltados às pequenas e médias empresas, imersas em ambientes de negócio que sofrem rápidas transformações. O novo Ciclo Econômico de Pernambuco, com investimentos anuais de cerca de 10% do seu PIB, isto estimando apenas os megaprojetos estruturadores como a Refinaria Abreu e Lima e todo o complexo de SUAPE, a Transnordestina, a FIAT, dentre outros, se configura como um destes ambientes.

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Estratégia e Inovação: Sentindo e Modelando as Oportunidades. 2/4

maio 28, 2014 by

INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE “CAPACIDADES DINÂMICAS” DE DAVID TEECE 2/4

João Rego*

Recife, 12 de fevereiro de 2014.

 

 

OBS. Este artigo é parte de um conjunto de quatro artigos sobre o conceito de capacidades dinâmicas de David Teece.

Recomenda-se a leitura na ordem abaixo:

  • Introdução ao conceito de capacidades dinâmicas de David Teece. 1/4
  • Estratégia e Inovação: Sentindo e Modelando as Oportunidades. 2/4
  • Estratégia e Inovação: Agarrando as Oportunidades. 3/4
  • Estratégia e Inovação: Gerenciando as Ameaças e Reconfigurando seu Negócio. 4/4

Michael Porter com seu trabalho acadêmico de grande profundidade sobre a empresa e sua relação com o ambiente de negócios, refunda, a partir do início dos anos 80, o campo da administração estratégica. Seu trabalho se impôs pelos quatro cantos da terra como uma das escolas mais influentes desta área, a do posicionamento. Seguindo seus modelos e conceitos milhares de empresas orientaram e orientam até hoje seu processo decisório, suas estratégias e constroem sua visão de mundo.

Conceitos básicos como as Cinco Forças de Porter que moldam a competitividade, ou a Cadeia de Valor Porteana, eficaz instrumento para se olhar processos e ativos dentro de uma empresa, com ênfase em seus elos, internos e externos, e seus impactos na construção da vantagem competitiva, são ainda valiosos instrumentos gerenciais.

Entretanto, sempre há um “entretanto”, o modelo porteano se mostra ineficaz em ambientes de rápidas transformações tecnológicas, principalmente por está centrado em uma visão do setor (industry) na qual a empresa está imersa. A diferença fundamental entre o modelo de Porter e o das Capacidades Dinâmicas de David Teece é que o primeiro está baseado na premissa de que a estrutura de mercado se funda de uma forma exógena à empresa, enquanto o de Teece – que vai buscar na escola da RBV Resourse Based View ( Edith Penrose, Jay Barney e outros)-, vê as transformações do mercado como efeito endógeno da empresa, resultante de duas vertentes estruturadoras do mercado (e porque não dizer revolucionárias?): a inovação e a gestão do conhecimento.

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Estratégia e Inovação: Agarrando as Oportunidades. 3/4

maio 27, 2014 by

INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE “CAPACIDADES DINÂMICAS” DE DAVID TEECE. 3/4

João Rego*

Recife, 13 de fevereiro de 2014.

 

 

OBS. Este artigo é parte de um conjunto de quatro artigos sobre o conceito de capacidades dinâmicas de David Teece.

Recomenda-se a leitura na ordem abaixo:

  • Introdução ao conceito de capacidades dinâmicas de David Teece. 1/4
  • Estratégia e Inovação: Sentindo e Modelando as Oportunidades. 2/4
  • Estratégia e Inovação: Agarrando as Oportunidades. 3/4
  • Estratégia e Inovação: Gerenciando as Ameaças e Reconfigurando seu Negócio. 4/4

 


Esta é uma série de artigos que se propõe a apresentar os conceitos básicos das Capacidades Dinâmicas de David Teece[1], ferramenta do campo da administração estratégica que envolve a literatura de estratégia e inovação voltada para o crescimento de empresas em ambientes que sofrem rápidas transformações tecnológicas e/ou econômicas.

Falei sobre a Primeira Instância Operativa das Capacidades Dinâmicas que consiste em “sentir e modelar as oportunidades e ameaças do ecossistema de negócio” transformando-as em projetos inovadores para, finalmente, entrarem no mercado como produto, serviço ou processo inovadores.

Vamos discorrer agora um pouco sobre como transformar uma oportunidade que foi identificada com potencial inovador em um produto/serviço/processo. Apresentaremos alguns dos principais desafios e resistências enfrentados pela empresa, e o que se demanda da alta gestão para acertar o alvo com os riscos – os quais sempre existem – atenuados. É importante destacar que ferramentas sofisticadas de gestão, principalmente para as empresas que se pretendem inovadoras, são instrumentos há muito utilizados por empresas que disputam o mercado global – e isto, graças aos recursos de comunicação da internet, não é mais privilégio das grandes corporações – que, queiramos ou não, o Novo Ciclo Econômico de Pernambuco, assim como a força da lei da gravidade que afeta a todos, vai gradualmente se transformando com a cultura da economia globalizada.

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Estratégia e Inovação: Gerenciando as Ameaças e Reconfigurando seu Negócio. 4/4

maio 26, 2014 by

INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE “CAPACIDADES DINÂMICAS” DE DAVID TEECE. 4/4

João Rego*

Recife, 17 de fevereiro de 2014.

 

 

OBS. Este artigo é parte de um conjunto de quatro artigos sobre o conceito de capacidades dinâmicas de David Teece.

Recomenda-se a leitura na ordem abaixo:

  • Introdução ao conceito de capacidades dinâmicas de David Teece. 1/4
  • Estratégia e Inovação: Sentindo e Modelando as Oportunidades. 2/4
  • Estratégia e Inovação: Agarrando as Oportunidades. 3/4
  • Estratégia e Inovação: Gerenciando as Ameaças e Reconfigurando seu Negócio. 4/4

Já apresentamos aqui as duas primeiras instâncias operativas que constituem as Capacidades Dinâmicas, ferramenta da administração estratégica voltada para o crescimento da empresa, através da inovação em ambientes de rápidas transformações tecnológicas e/ou econômicas.

A primeira instância operativa, Sentindo e Modelando as Oportunidades (Sentindo), a segunda Desenvolvendo o novo produto e, com base em um modelo de Negócio solidamente estruturado, lançá-lo no mercado (Agarrando). A terceira e última instância operativa é a capacidade da empresa em reconfigurar seu negócio, sempre que as mudanças ambientais assim demandarem, protegendo seus ativos intangíveis, suas competências e ativos complementares no sentido de continuar obtendo vantagem competitiva sustentável(Reconfigurando).

O grande desafio é que fazer isto ao mesmo tempo em que a empresa deve ter eficácia operacional em seus produtos/serviço/processos já estabelecido no mercado, demanda importante esforço gerencial. Isto porque um produto existente é resultado de vários e longos processos de investimento, pessoal qualificado, criação e aquisição de conhecimento, rotinas estabelecidas, processos de marketing e comercialização constituídos, construindo uma herança estratégica ou (path dependency), fenômeno que muitas vezes aprisiona a empresa limitando a sua capacidade de inovar para crescer.

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