Voiron – A despedida

jun 27, 2014 by

João Rego, Voiron, 2007

E foi o que aconteceu. No outro dia já notamos Tatiana emburrada e triste com a partida das tias e tios. Para Carlota iria dar trabalho explicar que provavelmente, demoraríamos a nos encontrar de novo.

Carlota nos guiou até a saída da cidade, mas antes paramos em uma loja de esporte enorme, para as compras finais. Estava atrás de um par de patins para Vinicius, meu neto.

No final encontrei, por 100 euros, um tênis para mim, o que não encontrei em nenhuma loja de Paris, pois o número do meu pé é 46, aqui é 50.

Na despedia, quando estávamos caminhando para o carro, Carlota já começou a chorar bem baixinho. Elba, Fabiana e Norma também foram acompanhando Carlota, como uma onda de tristeza que as inundava.

Eu e Antônio Carlos nos emocionamos também, mas um pouco mais reservados.

Afinal, depois de vários dias em Lisboa, outros em Barcelona e mais 9 dias em Paris, tudo muito bonito, tudo perfeito, viagem para turista nenhum botar defeito, foi em Voiron que experimentamos algo valioso e diferente.

Além das belezas estonteantes das Chartreuse, o que recebemos foi uma enorme, densa e acolhedora onda de carinho por parte de Cezar, Carlota e seus filhos. Sem contar com a simpática família de Miguel e Cláudia.

O sentimento de saudade, emoção misturada com a alegria por ter vindo, nos calou durante vários quilômetros.

Dava para ouvir o soluço de Norma atrás de mim.

***

DITOS & ESCRITOS
João Rego
joaorego.com

 

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