Europa 2007 – A visita a Juninho Pernambucano em Lion.

jun 27, 2014 by

João Rego, Voiron em 21 de abril de 2007 ( Sábado).

Eram apenas três dias que iríamos passar com eles. Portanto tudo tinha que ser bem planejado para extrairmos o máximo daquele convívio.

Cezar e Carlota, fãs de Juninho Pernambucano, verdadeiro herói do futebol na França, sabiam que Norma era muita amiga da mãe dele e aí cobraram a Norma trazer algum presente da mãe dele para irmos entregá-lo e conhecê-lo.

Partiu um grupo na Van, Carlota e Elba ficaram esperando o término da aula das meninas para seguirem. Cezar é engenheiro químico, doutor pela USP, trabalha em pesquisa na Universidade de Grenoble, gente boa, anfitrião de primeira, mas como guia turístico, se enrolou todo. Foi um sufoco para chegar até a casa de Juninho.

Havíamos ligado para Juninho e ele, muito solícito, disse que seria um prazer nos receber, só que tinha um pequeno problema, ele tinha um jogo importantíssimo pelo campeonato nacional e teria que partir das 14:30. Sei que a hospitalidade do pernambucano é muito boa, mas sacrificar um jogo por nós seria querer demais dele. E tome ruas e ladeiras com nome de Generais Franceses. Sobe, desce, dá volta, pergunta e nada. E o tempo passando. César suando frio com o mapa da cidade na mão – acho que pensava que iria perder a grande oportunidade de conhecer seu ídolo -, todos nós calados para não estressá-lo ainda mais. Decidimos parar em uma cabine telefônica para ligar para Juninho e nos rendermos como perdidos em Lyon. Pronto, daí com um telefonema seria barbada. Mas….o telefone estava quebrado! Aí bateu o desespero, pois pelo adiantado da hora iríamos chegar e ele já teria partido.

Para complicar um pouco mais a situação, liga Carlota, que estava no outro carro com Elba e as crianças, também perdida!!!!

Cezar decide entrar em um bar e perguntar, foi daí que veio a dica e finalmente chegamos a casa. A rua realmente não estava no mapa de tão pequena e estreita, mas um lugar muito bonito.

Juninho é realmente um cara simples e extremamente educado, pois havia preparado um grande almoço para todos nós, tudo regido pela batuta da sua cozinheira que era de Recife e sabia o valor da comida natal para quem está distante.

O 2º grupo ficou rodando, perdido, devido a pouca disponibilidade do tempo de Juninho e o avançar da hora, decidimos nos encontrar na catedral Fourvière.

Antônio Carlos e Cezar, que sabem tudo de futebol, não deixavam o Juninho um minuto sem conversar, o que foi muito bom, pois eu estava preocupado em não sermos inconveniente, uma vez que o cara tinha que pegar um avião daqui a pouco. Ele não estava nem aí para o tempo, nos tratou com muito carinho: almoço feito por Graciete, bolo, Juninho pajeando Jojô e João todo encabulado.
Eu como não entendo nada de futebol, pois sou aquele torcedor de copa do mundo, fui para o jardim com Jojô, enquanto todos curtiam a íntima tietagem com Juninho.

O Centro antigo de Lion

Após o agradável encontro com Juninho, fomos encontrar os desgarrados e conhecer a famosa catedral de Lion. È realmente muito bonita e de lá se tem uma bela vista de toda a cidade, que é enorme, acho que é a segunda maior da França.

Descemos e fomos para um centro antigo de Lion, Lion Vieux, ruas da época do renascimento e centenas de pessoas passeando, bebendo e comendo. Para nossa agradável surpresa, naquele dia eles estavam comemorando algo relacionado com o   Renascimento, então havia grupos de atores e cantores espalhados por todo o bairro. Muito bom! Apesar de não entendermos o francês, era muito instigante ver aqueles atores muito a vontade, representando pequenas peças de teatro que, provavelmente, foram escritas há séculos.

Cezar traduziu algumas dos diálogos dos atores e tinham sempre alguma sacanagem, como sentido figurado, de traição, virilidade e sexo, essa coisa é bem antiga mesmo.

O passeio pelas ruas antigas de Lyon, que já é agradável sem nada, tornou-se uma excelente experiência conviver com os lioneses no meio de uma festa de rua.

Lanchamos numa confeitaria divina, comemos a famosa torta de açúcar, e no fim, paramos em um bar escondido no meio daquelas vielas, para tomar uma cerveja.

Acho que prédio do bar tinha uns quinhentos anos. A arquitetura me remeteu para os filmes de Franco Zefirelli, Romeo e Julieta e Irmão Sol, Irmã Lua.

Foi um grande dia!

***

DITOS & ESCRITOS
João Rego
joaorego.com

 

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