Europa 2007 A chegada em Lisboa

jun 27, 2014 by

Lisboa 2007 –  Passeio logo após a chegada

João Rego, Maio de 2007

Chegamos e, no aeroporto mesmo já compramos o Tourist Card, que significa uma grande economia para quem deseja cruzar a cidade sem se preocupar com custo de passagens de ônibus e metrôs, além de ter desconto na entrada das atrações turísticas.

O dia estava chuvoso, nosso Hotel, o Residencial Florescente, fica muito bem localizado, na Rua Porta de Santo Antão, bem próximo do coração de Lisboa, que é a Praça do Rossio e do Restauradores.

A nossa rua é, guardadas as devidas proporções, no estilo da Florida de Buenos Aires, não passa carro e é cheia de atrações: bares, teatro, restaurantes, comércio de frutas e queijos e a famosa Ginginha. A noite é um show de músicos de qualidade trocando seus talentos por alguns euros pingados.

Bem, a chuva não nos intimidou e saímos por ali caminhando a deriva. O que nos impressionava era a beleza das ruas. Os casarões e prédios antigos, as praças, é tudo muito bonito. O clima frio é sempre a prova de que estamos fora da nossa terra.

Subimos o Beco do Carmo, paramos em um Shopping – a essa altura a fome, nossa velha companheira de viagem, já começava a dar seus sinais de inquietação.- depois subimos a Rua Garret que nos leva ao Largo do Chiado. O objetivo era encontra o famoso café e restaurante A Brasileira, com cento e tantos anos onde lá tem a estátua de Fernando Pessoa, o maior poeta deles, depois de Camões. Ao lado da estátua há um banquinho onde os turistas se sentam para tirar foto.

Como o restaurante só abria depois de meio dia e era ainda 11 horas, fomos forçados a dar uma caminhada para passar o tempo, e a fome aumentando. Há um belo prédio no Largo do Chiado que é o consulado do Brasil. Nossa elite sabe gastar bem o dinheiro dos contribuintes, pelo menos nessa área diplomática.

Chegamos, e eu contando os minutos para comer, Elba, recriminando a minha pressa. Eu olhava a porta de vidro do restaurante e os garçons e as garçonetes, comendo tranquilamente. Não estavam nem aí para nós. Isso deve ser culpa do sindicado que organiza e garante os direitos dos trabalhadores daqui.

Finalmente eles abrem e nós pedimos sopa como entrada e dois pratos de bacalhau. Havia uma salsicha bem temperada que era deliciosa. Tudo regado a um bom vinho, que para os nossos padrões, a grande maioria se encaixa nesse patamar de qualidade.

Voltamos para o Hotel felizes da vida.

A proposta era descansarmos um pouco e a noite iríamos ao Parreirinha da Alfama, uma casa de Fado recomendada por Zé Nivaldo e que fica no bairro do …..Alfama, claro.

Após o descanso fomos caminhando, deslumbrados pela beleza da cidade, passamos o Largo do Rossio e descemos a Rua Augusta, belíssima com seus arcos no início e no fim. A ideia de pegarmos um ônibus ou táxi foi se diluindo até que de rua em rua chegamos lá no Alfama. Não é uma grande caminhada, mas à noite não me sinto seguro. O Parreirinha estava lotado e decidimos não ir para outro, pois Zé Nivaldo insistira que era esse o local.

Voltaríamos amanhã.

Ficamos peruando por ali até que decidimos voltar de ônibus para nosso hotel. Havíamos pago o Tourist Card foi para isso mesmo. O orçamento controlado por Elba não nos permitia certos luxos como táxis.

Na chegada, um pouco frustrados por não termos conhecido a casa de fado, a galera já ia passivamente entrando no hotel, foi quando insisti que deveríamos comer, nem que fosse uma bagette com uma taça de vinho.

Consegui convencer o grupo e paramos num bar em frente ao nosso hotel. Uma cerveja gelada, um bom atendimento e depois fomos dormir.

Para o segundo dia estava planejado – o que só depois viemos saber- uma verdadeira maratona turística: Começaríamos pelo Castelo de São Jorge, depois a Feira da Ladra, que só tinha naquele dia, dali nos mandaríamos para Belém, onde há o famoso pastel e a torre de Belém e o Mosteiro de São Jerônimo.

***

DITOS &ESCRITOS
João Rego
joaorego.com

 

Related Posts

Share This

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *