O passeio para as Chartreuse – O monastério

jun 27, 2014 by

João Rego, Voiron 2007.

Vencemos a preguiça que se instala em nosso corpo depois de um lanche com cerveja em lugar como esse. Eu estava cochilando embaixo de uma árvore, as crianças brincando e o resto do grupo conversando animadamente. Fabiana, que estava no “estaleiro”, descansava.

O próximo local era o monastério das Chartreuse, motivo principal do nosso passeio.

A subida de carro é íngreme, mas é tudo envolto de uma beleza natural extasiante. Leva-se quase uma hora subindo e subindo. Noto que no meio do caminho havia muito carros estacionados, descubro depois que é do pessoal que vai fazer o tracking montanha a cima e floreta a dentro. É muito fôlego, pois de carro, só vendo a subida, você já cansa, imagine a pé por dentro da floresta.

Lá em cima há um estacionamento, tudo muito organizado. Para chegar até o monastério deve-se caminhar uns 800 metros subindo ladeira. È uma boa subida, mas se vai devagarinho, passo a passo, não cansa, e, para onde você vira o olhar, encontra um detalhe, uma vista bonita.

As meninas subiam correndo ao lado da trilha, pelo mato. Cada uma com uma vara na mão e muita folia, até que… ouve-se um choro, era Tatiana que havia raspado a perna na urtiga. Para-se para tratar dela e o grupo continua a subida.

De repente a gente já começa a avistar o monastério, algo grandioso, com seus tetos de ardósia cinza. Está ali há nove séculos, é incrível não é? Não pude evitar de lembrar do filme O Nome da Rosa, com Sean Conney e Cristian Slater.

Os monges ficam anos enclausurados no monastério, não se deixam ver nem conversar. No alto havia um grupo de monges tomando sol e orando, consegui algumas fotos com a minha câmera.

No meio do caminho uma defecção do grupo. Norma cansou e decidiu nos esperar no meio da subida.

Uma vez lá em cima, podemos ver toda a grandiosidade do monastério.

Confiram no site deles

http://www.chartreux.org

É de tirar o fôlego de tão bonito. Fica isolado no meio do nada, cercado pelas montanhas com seus picos cobertos de neve.

Ficamos ali tirando fotos e apreciando a beleza da vista. Num lugar daquele é fácil se converter a monge contemplativo, pois o silêncio e a natureza o convidam à reflexão.

O que me chamou a atenção era que na volta, saiam de dentro da floresta os trackers, jovens, idosos, com as faces vermelhas pelo esforço da subida mas, com um ar de satisfação de um desafio vencido.

Um casal já chegando aos setenta sai com seus stick de esqui na mão, lépido e fagueiro, caminhando rápido, nos passaram como se estivessem saindo de casa naquela hora.

Que saúde da gota!

Carlota conta que nessa região a cultura do alpinismo e montanhismo são muito fortes, nas escolas as crianças têm aula – obrigatória – de montanhismo.

***

DITOS & ESCRITOS
João Rego
joaorego.com

 

 

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