A Fobia em Lacan

abr 28, 2014 by

A Fobia em Lacan : reflexões sobre A Relação de Objeto e As Estruturas Freudianas.

*João Rego

 

Ia até o local da água, lambia a umidade da parede, durante uma, duas horas. Isso era uma tortura, o tempo não tinha mais fim, o tempo em que o mundo real lhe queimava a pele. Arrancava alguns pedaços de musgo e líquen das pedras, engolia-os, agachava-se, cagava enquanto comia, – rápido, rápido, tudo tinha que ser rápido – e, como se fosse caçado, como se fosse um animalzinho de carne macia e lá no céu já andassem os urubus em círculos, ele corria de volta à sua caverna, até o fim da galeria, onde estava estendida a manta. Aí finalmente estava seguro.(O PERFUME, Patrick Süskind)

 

O texto lido acima relata o autoexílio do personagem Jean-Baptiste Grenouille. Sete anos vivendo dentro de uma caverna, se alimentando de musgos, insetos e de seus desejos, os quais  tão bem sabia realizá-los em seus delírios. Um isolamento involuntário do mundo. É possível também interpretá-lo como uma excelente metáfora para a ágorafobia.

INTRODUÇÃO

Tentar isolar algum conceito nos textos de LACAN  é com certamente  tarefa difícil, pois seu discurso assemelha-se a um eficiente caleidoscópio cerebral de onde saberes sobre o saber freudiano. São dezenas de conceitos, categorias teóricas resgatadas de forma inquetante dos textos de Freud que vão tomando corpo ao longo de seus seminários, se arrumando e rearrumando em um permanente jogo de palavras que, se percebe mais tarde, constróem um sentido novo e fundamental para a psicanálise.

Em “A Relação de Objeto…”, a cada [lição/sessão daquele] seminário é possível identificar o seguinte movimento em seu discurso: em um primeiro momento, ele sempre coloca um texto de alguém em evidência na época, Karl Abrahm, Anna Freud, Melanie Klein, Winnicot, não importa o nome da vítima, e daí, em um segundo momento, toma estes textos ou conceitos divulgados em seminários, como uma importante base para desenvolver uma crítica e, sobre esta crítica construir sua nova leitura de Freud. É muito evidente uma defesa compulsiva, atenta, apaixonada, do pensamento original de Freud por parte de Lacan.

Apesar deste mecanismo de criação aparentar certo caos verborrágico, um tipo de brainstorm lacaniano, é possível perceber subjacente ao seu discurso uma prática de leitura absolutamente rigorosa e disciplinada, e, mais importante, a construção de um vasto universo teórico psicanalítico que semanalmente era posto à prova diante daqueles que o assistiam.

É nossa intenção discorrer sobre alguns elementos conceituais apresentados por Lacan, ao longo dos anos de 1956 e 1957, tentando marcar o que se fala sobre a fobia. Este texto é um resumo, portanto, de um trabalho que vai além da Jornada.

O OBJETO

Nos primeiros seminários Lacan fala sobre o conceito de objeto em Freud como um objeto perdido que insiste em ser reencontrado. Refere-se, com certa imprecisão, durante todo tempo como se estivesse falando sobre uma relação de objeto em uma situação de análise – analisante (sujeito) /analista (objeto)-, mas também não descarta a possibilidade de estar falando sobre a estruturação da subjetividade humana, naquilo que tem de mais primitivo na existência de um sujeito desejante: a relação criança-mãe e seus primeiros momentos de satisfação/frustação pulsional (seio materno). Talvez possamos entender que o que se estabelece em análise seja  algo desta ordem inconsciente que opera através da transferência e que é atemporal, onde tudo o que funda o sujeito é posto em evidência, revivido, operado pelo discurso do analisante. Daí esta condensação no discurso de Lacan, contendo ao mesmo tempo, momentos da estruturação primitiva do sujeito e da relação analítica.

O objeto sobre o qual aqui se fala é algo que funda o sujeito, que o determina em sua relação com a realidade: princípio de prazer versus princípio de realidade. Lacan lembra que é deste conflito que a noção freudiana de objeto dá conta. É de uma relação conflitual, estruturante e insolúvel entre o sujeito e o mundo.

Se estamos falando de estrutura psíquica, com todos os mecanismos que fazem parte deste universo, o objeto de que se trata é, no primeiro momento de existência do sujeito, o seio materno, naquilo que é possível ao sujeito capturar a realidade como forma alucinada de apreensão de algo que lhe afeta. É apreensão fantasmática, inconsciente e indelével.

Na vida adulta deste sujeito tudo isto opera por deslocamento, condensação, ou, para usar os termos de Lacan, como metáfora e metonímia, por ser sujeito à linguagem, inserido na ordem simbólica. Nesta infinita possibilidade de combinação de seus desejos inconscientes que o determinam, marcados pelos seus significantes, o sujeito caminha pela vida naquilo que lhe é dado viver: amando e sofrendo.

É objeto marcado por uma demanda, demanda de amor. Do seio materno ao analista, passando pelos mais diversos objetos de amor, vêm, marcados pela singular existência humana, tentar em vão preencher, completar, harmonizar este sujeito estruturado na falta.

Diz Lacan :

“A análise insiste em introduzir do objeto uma noção funcional de uma natureza bem diferente de um puro e simples correspondente, de uma pura e simples coaptação do objeto com uma certa demanda do sujeito. O objeto tem aí um papel bem diferente, ele é, se podemos dizer assim, localizado sobre fundo de angústia. É na medida em que o objeto é instrumento para mascarar, para evitar o fundo fundamental da angústia que caracteriza nas diferentes etapas do desenvolvimento do sujeito a relação do sujeito ao mundo, que a cada etapa o sujeito deve ser caracterizado. Aqui eu não posso, ao fim deste encontro de hoje, deixar de pontuar, ilustrar com exemplo qualquer que seja que dá seu relevo ao que eu lhes trago a propósito desta concepção, fazer notar que a concepção clássica fundamental freudiana da fobia, não é exatamente nada além disto (LACAN p.8 1956/57).

Neste parágrafo, onde Lacan fala sobre a fobia em função da relação de objeto, podemos destacar dois pontos fundamentais: no primeiro é o “objeto localizado sobre fundo de angústia”, que mais tarde se verá, é da angustia de castração o de que se trata; e o segundo, o objeto como instrumento para mascarar, para evitar o fundo de angústia na relação do sujeito com o mundo. É o cavalo para o pequeno Hans, é o espaço para o agorafobico, ou outro objeto fóbico qualquer que venha a se instalar como significante na história do sujeito. Ele vem para atuar como uma saída, um mecanismo de defesa contra algo mais assustador ainda: a angústia de castração. É no complexo de castração, mecanismo que atua dialeticamente com o complexo de Édipo, que este sujeito (ao inconsciente) pode mais se aproximar da subjetivação da morte, da perda, onde ele vem “admitir com dor que os limites do corpo são mais estreitos do que os limites do desejo” (Nasio). A castração é, sob certo aspecto, a idéia mais aproximada possível da impossível significação da morte. Daí porque a fobia é terrivelmente inibidora, podendo em seus casos mais graves  determinar uma existência extremamente pobre e escassa de vida.

Mas é na noção de objeto como falta que Lacan insiste em chamar a atenção. Se o objeto é permanentemente um objeto a ser reencontrado, ele só faz o seu efeito como falta. É do objeto como falta que falta ao objeto perdido que Lacan passa a desenvolver todo o seu trabalho sobre a relação de objeto.

Eu já sublinhei igualmente na última vez esta noção do objeto alucinado, do objeto alucinado sobre um fundo de realidade angustiante (p.11)

Lacan vai introduzir, mais adiante, alguns conceitos teóricos identificados originalmente na obra de Freud que serão exaustivamente manuseados por ele como peças fundamentais de toda a arquitetura do pensamento lacaniano. Um destes conceitos é o falo.

FALICISMO LACANIANO

No seminário de 28 de novembro de 1956 Lacan introduz um terceiro e fundamental elemento para se compreender a relação de objeto, o falo. Resultado da relação imaginária mãe-criança-mãe, ele se refere ao falo “fantasma de incorporação fálica” como o fim da relação de objeto. Fala também sobre o “falicismo da experiência analítica” para finalmente aplicar o conceito de real em seu discurso:

 

Só se pode, afinal de contas, buscar para reencontrar a origem de tudo que se passa, de toda a dialética analítica; só se pode buscar ao se referir ao real (p.13)

O que significa tudo isto? Ao nosso ver, ele fala deste momento mítico, fantasmático somente possível de ser apreendido através da via alucinatória, que é a estruturação do sujeito humano em seu momento primevo, momento de demanda de amor dirigida à mãe, demanda pulsional. Para a mãe, e isto vem antes, pois esta já se estruturou falicamente em sua sexualidade, a criança exerce uma função de representação substituta do falo. Está assim estabelecida a relação dialética fálica entre estes dois personagens: para a mãe, o filho que representa o falo  ;   para o filho, o ser desejado nesta posição. Tudo isto se operacionaliza opera através de uma ordem inconsciente onde o objeto não existe, apenas o efeito deste como falta, sendo esta relação puro imaginário em atuação. O real lacaniano é aqui aplicado em sua tríade, real,simbólico e imaginário como dimensões da fala, uma vez que o que se tenta compreender é o sujeito ao inconsciente porém estruturado como ser da linguagem.

Eu lhes lembro que as coisas caminharam em um certo sentido que nunca, na prática concreta da teoria analítica, nós pudemos prescindir de uma noção de falta de objeto como central, não como de negativo, mas como do próprio campo da relação do sujeito com o mundo. (p.17)

Com a introdução do falo, este terceiro elemento na relação imaginária mãe-criança, e com a aplicação da tríade real, simbólico e imaginário para explicar aspectos operativos desta relação, tendo sempre no centro de toda a teoria, o objeto como falta, Lacan desenvolve o quadro abaixo, (que o apresentamos apenas como referência ) através do qual vai produzir toda sua teoria por vários encontros naquele ano.

Trata-se de um quadro conceitual onde elementos previamente apresentados são agora articulados em seu momento de atuação simultânea na relação de objeto. Há uma ênfase dada por Lacan para a função do AGENTE – “agente da frustração” – na relação de objeto, uma função exercida pela figura materna, essencial para a compreensão do objeto como falta nos jogos de repetição da criança (fort-da).Complementa o quadro apresentando os três momentos ou instâncias da estrutura psíquica do sujeito, em como estas operam com esta relação de objeto, ou , em outras palavras, como o efeito causado no sujeito por esta falta de objeto atua na subjetivação humana. São eles  :  a frustração, a castração e a privação.
Eis o quadro ao qual chegamos a fim de articular o problema do objeto tal como ele se coloca na análise (p.31)

“Como ele se coloca na análise..” Como falamos no início, todo o texto deixa sempre uma ambígua impressão de que Lacan fala ao mesmo tempo e de forma condensada, sobre dois momentos do sujeito: o primeiro, o momento da sua primitiva estruturação como sujeito, da sua inserção no mundo através da linguagem, encontrando sempre os significantes já dados, pré-existentes[2]   ; o segundo momento é sempre o sujeito na relação analítica.

Talvez isto ocorra porque o único locus possível de se apreender o primeiro momento seja através do saber (praxis) psicanalítico.

FOBIA 

Apresentada como uma “criação imaginária privilegiada”, a fobia sempre vem à tona ao longo de todo o seminário, e em todo o momento Lacan aborda a questão da fobia através da sua topologia fálica. Atravessado pelo imaginário da relação entre mãe-criança-falo o sujeito demanda à função paterna como elemento fundamental para se operar uma saída para a crise de angústia.A fobia é outra coisa, é um outro modo de solução desse problema difícil introduzido pelas relações da criança e da mãe. Já lhes mostrei no ano passado para mostrar-lhes que para que haja estes três termos – havia um espaço fechado – era preciso uma organização do mundo simbólico que se chama pai.

A fobia é principalmente dessa ordem, dessa ligação circudante, isto é, do apelo de socorro num momento particularmente crítico que não abriu nenhuma via de outra natureza à solução do problema, do apelo a um elemento simbólico cuja singularidade é aparecer sempre como extremamente simbólico, isto é , extremamente afastado de todas as apreensões imaginárias, onde o caráter verdadeiramente mítico do que intervém na fobia é algo que é chamado num momento em socorro da solidariedade essencial a manter na hiância introduzida pela aparição do falo entre mãe e criança, nessa orientação entre a mãe e a criança. (p.30)O caráter mítico que fala Lacan poderia ser interpretado como uma construção psíquica arcaica? Estaria aí a dimensão deste pai simbólico, dessa ordem significante pré-existente a todo o conjunto da humanidade?A função paterna entra em jogo para organizar – “organização do mundo simbólico (LACAN)”- e manter a hiância que separa mãe-criança garantindo esta relação, esta dialética do desejo operada através do falo, que funda a possível subjetividade humana.

Trata-se na verdade, da luta do sujeito, capturado nesta relação fálica (devoração) com a mãe, em dar conta, através da castração, da relação edipiana com o pai.

“Neste ponto de sua demonstração, o objeto fóbico posto na função de significante testemunharia o apelo ao Nome do Pai e ao pai imaginário para remediar a crise organizando a nova subjetividade do sujeito engendrada pela crise edipiana “(LERUDE-FLECHET, Martine, referindo-se a Lacan em seu Seminário A relação de objeto)

O sintoma fóbico, isto que ameaça o Eu através de um desvanecimento, apagamento, mergulho definitivo na angústia, se estrutura nesta relação objetal, moldando, limitando através das evitações e inibições o espaço do sujeito. Para o universo social pode ser a própria representação de uma anti-vida, vida aqui entendida como fruição dos prazeres. É a morte em estado latente, mantida pela angústia, esmagando o cotidiano do sujeito. Porém, para a psicanálise é uma importante via para que algo faça efeito reestruturador nesse mesmo sujeito.O que Lacan propõe em todo o momento de seu seminário é a compreensão, por parte do analista, dos mecanismos fundantes e operativos desta relação de objeto na história do analisante. É um avanço sobre a teoria psicanalítica, uma chamada para a clínica, como , aliás , parece ser sempre toda a obra de Lacan.

Mas, vamos seguir o seu próprio conselho: conselho do mestre “não tentem compreender depressa demais”.

***

Bibliografia LACAN, Jacques. A RELAÇÃO DE OBJETO E AS ESTRUTURAS FREUDIANAS (1956/57) 

Obras citadas por Lacan em seu seminário. 

LIÇÃO DE 21 DE NOVEMBRO DE 1956 ABRAHAM, K. Esquisse d’une historie du dévelopement de la libido basée sur la psychanlyse des troubles mentaux, in Oeuvres Complétes;T.III;pp.225-313;Payot (1924) 

BENASSY, M, Evolution de la psychanalyse in NACHT, S. La psychanalyse d’aujourd’hui (1956) BOUVET, M.La clinique psychanalytique, la relation dóbjet in NACHT, S La psychanalyse d’aujourd’hui (1956) 

FREUD, Sigmund.– A Interpretação dos Sonhos. Vol I e II (1900).[Die Traumdeutung (Viena, G.S.., 2-3; G.W., 2-3). Trad. Inglês: The Interpretation of Dreams (Londres e Nova Iorque, 1955; Standard Ed., 4-5) Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud Vol.IV e V. Rio de Janeiro. IMAGO 1987 –

Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade[Drei Abhandlungen Zur Sexualtheorie (Viena, G,S., 5,3;G.W., 5,29)Trad. Inglês: Three Essays on the Theory of Sexuality (Londres, 1962; Standard Ed. 7, 125). Obras Completas de Sigmund Freud Vol.XI. Rio de Janeiro. Editora DELTA. 19??

GLOVER, E. in International Journal of Psychoanalysis (I.J.P) antes de 1957Grades of the Ego Differenciation; I.J.P. 11;pp.1-11;1930On the aetiology of drug addiction; I.J.P. 13; pp.298-328;1932

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NACHT, S. La psychanalyse d’aujourd’hui; obra publicada sob a direção de S. Nacht; com a colaboração de M. Bouvet, R. Diaktine, A Doumic, J. Faureau, M. Held, S. Lebovici, P. Luquet-Parat, P. Male, J.Mallet,F.Pasche, M. Renaud, prefácio de Ernets Jones e J. de Ajuriaguerra, G. Bordarraco, M. Benassy, ª Berge, M. Bonaparte, M.Fain P.U.F., 1956 

LIÇÃO DE 28 DE NOVEMBRO DE 1956 

BOUVET, M. La clinique psychanalytique, la relation dóbjet in NACHT, S La psychanalyse d’aujourd’hui (1956) 

FREUD, Sigmund.– O Mal-Estar na Civilização(1930[1929])[ Das Unbehagen in der Kultur (Viena, G.S., 12, 29; G.W., 14,421)Trad. Inglês: ‘Civilization and its Discontents’ (Londres, 1930; Nova Iorque, 1961; Standard Ed., 21, 59)] Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud Vol.XXI. Rio de Janeiro. IMAGO 1974 -Novas Conferências sobre Psicanálise 

NACHT, S. La psychanalyse d’aujourd’hui; obra publicada sob a direção de S. Nacht; com a colaboração de M. Bouvet, R. Diaktine, A Doumic, J. Faureau, M. Held, S. Lebovici, P. Luquet-Parat, P. Male, J.Mallet,F.Pasche, M. Renaud, prefácio de Ernets Jones e J. de Ajuriaguerra, G. Bordarraco, M. Benassy, ª Berge, M. Bonaparte, M.Fain P.U.F., 1956 WINNICOT, D. W Transitional Objects and Transitional Phenomena; I.J.P. 34;pp.89-97;1953 

LIÇÃO DE 5 DE DEZEMBRO DE 1956 

DOLTO, Francoise. Conferência apresentada em 04 de dezembro de 1956 

SCHNURMANN, A Observation of a Phobia in The Psychianalytic Study of the Child 3-4; pp.253-270, 1949 

FREUD, Sigmund. – A Interpretação dos Sonhos. Vol I e II (1900).[Die Traumdeutung (Viena, G.S.., 2-3; G.W., 2-3). Trad. Inglês: The Interpretation of Dreams (Londres e Nova Iorque, 1955; Standard Ed., 4-5) Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud Vol.IV e V. Rio de Janeiro. IMAGO 1987 A Organização Genital Infantil in Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade. Sobre o Narcisismo –Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade[Drei Abhandlungen Zur Sexualtheorie (Viena, G,S., 5,3;G.W., 5,29)Trad. Inglês: Three Essays on the Theory of Sexuality (Londres, 1962; Standard Ed. 7, 125). Obras Completas de Sigmund Freud Vol.XI. Rio de Janeiro. Editora DELTA. 19?? 

LIÇÃO DE 12 DE DEZEMBRO DE 1956 BALINT, A Love for the Mother and the Mother LoveI.J.P. 30,pp.251-Identifications, I.J.P. 24,pp.97-107 BALINT, M On Genital LoveI.J.P. 29,pp.34-40 FREUD, Sigmund.-Pulsions et destins des pulsions, in Metapsychologie, GalimardTrês Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade[Drei Abhandlungen Zur Sexualtheorie (Viena, G,S., 5,3;G.W., 5,29)Trad. Inglês: Three Essays on the Theory of Sexuality (Londres, 1962; Standard Ed. 7, 125). Obras Completas de Sigmund Freud Vol.XI. Rio de Janeiro. Editora DELTA. 19?? PASCHE  F et RENARD M. Des probémes essentiels de la perversion in . La psychanalyse d’aujourd’hui ***

 

DITOS & ESCRITOS
João Rego
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[2] Ademais, se colocarmos o que eu lhes ponho aqui no princípio, a saber, que toda experiência analítica parte da noção de que há significante já instalado, já estruturado, já uma usina feita e que funciona – não são vocês que a fizeram, é a linguagem que funciona aí há tão longo tempo quanto vocês não podem lembrar, literalmente que vocês não podem lembrar – se para além disso, falo na história do conjunto da humanidade- desde que existem aí significantes que funcionam, os sujeitos são organizados em seu psiquismo pelo jogo próprio desses significantes…”(p.25)

 

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